Review Fujifilm X-Pro2

||Review Fujifilm X-Pro2

Review Fujifilm X-Pro2

Essa é a primeira parte do review da Fujifilm X-Pro2, um pouco mais técnica e detalhada. Na segunda parte (link no final) eu compartilho a minha experiência pessoal e o que gosto e não gosto dessa câmera fotografando casamentos.

QUAL A CÂMERA?

Nós fotógrafos somos vidrados por equipamentos. Hoje a Fujifilm X-Pro2 faz parte do meu set de equipamentos, mas meu cliente e talvez até você fotógrafo não vai conseguir identificar qual câmera (Canon, Nikon e Fuji) eu usei em cada uma das fotos abaixo.

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Sabemos que antes de qualquer equipamento está o fotógrafo por trás dele. É ele o ser pensante e quem o controla. De nada adianta investir num bom equipamento sem antes investir em conhecimento.

Um bom profissional que conhece seu equipamento e tem uma fotografia consistente vai fotografar bem com qualquer marca.

Canon, Nikon e Fuji têm hoje equipamentos de ponta que entregam excelentes resultados. Foi-se o tempo em que equipamento era um diferencial para o profissional. Diferencial é linguagem e como você define a sua identidade na fotografia. O que veremos aqui são as vantagens e desvantagens de um excelente equipamento e o porque eu o escolhi de acordo com o tipo de trabalho documental que faço.

No final das contas não existe uma receita. Cada fotógrafo vai ter suas preferências de acordo com seu estilo e isso influenciará diretamente na escolha da marca e modelo.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Esse é um review das minhas primeiras impressões da Fujifilm X-Pro2. Estou usando a X-Pro2 como minha câmera principal em todos os meus trabalhos há pouco mais de dois meses. E apesar de eu estar escrevendo esse review desde a primeira semana em que estou com a câmera, só estou publicando agora porque eu queria ter certeza de tudo o que iria compartilhar com você. Um review sem puxar o saco ou ser fanboy de marca, um review realmente transparente e de valor que mostre os pontos positivos e negativos.

fujixpro2

Vejo muitos fotógrafos elogiando as mirrorless mas a grande maioria sempre fala da nitidez das lentes, tamanho, peso e preço, que pra mim são pontos importantes também mas não determinantes. Não é só disso que se trata quando escolhemos um bom equipamento.

Não vou também entrar em detalhes de câmeras cropadas e fullframe. O que posso dizer antecipadamente é que esse sensor cropado da X-Pro2 me entrega qualidade similar com as últimas DSLR fullframe que já fotografei, Canon 5D MKIII e Nikon D750. Meu foco aqui é a experiência aliado as questões técnicas dessa câmera, principalmente o foco.

A X-PRO1 e X100

Essa foi uma câmera que eu tive muita vontade de comprar em sua primeira versão, a X-Pro1, mas o preço diante do que ela me entregava não justificou o investimento. Apesar de ter lentes intercambiáveis de qualidade e isso ser um grande atrativo, o foco era extremamente lento. Em busca de uma câmera mais compacta para uso pessoal, fiquei com a Fuji X100. O tamanho, peso e qualidade das imagens me agradavam muito, apesar do foco também ser extremamente lento.

Logo que lançaram a X100s fiz a troca e apesar da velocidade do foco ter melhorado, ainda me incomodava muito. Não dava para confiar e fazer um uso sério profissionalmente. Cheguei a fotografar um casamento sem compromisso com a X100s e fiz alguns trabalhos documentais e autorais. Mas vendi porque quando eu queria garantir eu sempre optava pela minha DSLR, uma Canon 5D MK III na época. A X100s acabava ficando sempre guardada.

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FUJIFILM XT-1

O tempo passou e com ele veio mais tecnologia e lançamentos. A Fuji XT-1 apareceu como uma grande promessa para as câmeras mirrorless intercambiáveis. Fiquei empolgado demais com o novo modelo. Uma câmera dos desejos para minhas viagens e uso pessoal e também o meu desejo de usar profissionalmente, mas o foco mais uma vez me incomodou.

Mesmo após uma atualização de firmware onde o foco foi melhorado, eu testei novamente na esperança de poder usar essa câmera profissionalmente, mas pro meu estilo agressivo de fotografar estava totalmente fora de cogitação. Eu ficava angustiado porque a câmera não acompanhava meu pensamento, era lenta e o foco se perdia em algumas situações.

No final das contas testei várias vezes, até mesmo em casamento, mas a XT-1 não era uma câmera pra mim. Eu queria uma câmera com foco ágil. Além disso a falta de um visor ótico me incomodava.

Em janeiro de 2016 migrei da Canon 5D MKIII para a Nikon D750 e foi uma feliz e bem sucedida mudança. Eu conto mais sobre essa experiência e review aqui.

FUJIFILM X-PRO2

No início de 2016 já havia sido anunciado o lançamento da nova Fuji X-Pro2 e eu estava realmente empolgado com os reviews. Eu testei essa câmera do meu amigo Namour, um dos embaixadores da Fuji (acompanhe o blog dele), e estive certo que houve um grande avanço tecnológico. Essa câmera certamente faria parte do meu equipamento pessoal. Não estava certo ainda se atenderia minhas exigências profissionais, mas para o uso pessoal ela já me atendia para não ter mais que levar uma DSLR grande e pesada para minhas viagens.

A Fuji tem um set de lentes incríveis e de qualidade inquestionável. Sem contar que o valor de uma lente prime Fuji é bem mais em conta do que lentes primes compatíveis com DSLR. Certamente eu tinha encontrado uma câmera mais compacta, leve, discreta, com possibilidade de escolher as lentes que eu quisesse e que não me deixasse passar raiva por perder uma foto.

NEM TUDO SÃO FLORES

Obviamente não existe uma câmera perfeita. De alguma coisa você terá que abrir mão quando escolher o seu equipamento, independente da marca ou modelo. Qualidade, velocidade, peso, ergonomia, praticidade, investimento dentre outras coisas que fazem parte da decisão final de que equipamento vamos usar.

E é sobre isso que vou falar aqui pra você. Se você está vendo um review meu pela primeira vez, esse não é só um review técnico. Aliás, de técnico ele tem muito pouco. Já existem outros reviews mais técnicos que você pode encontrar facilmente pela internet e não tem porque eu replicar aqui. Esse é um review com ênfase em minha experiência como fotógrafo documental de família e casamento.

Assim como não sou dono da verdade, essas são minhas impressões pessoais e profissionais sobre o uso dos equipamentos citados aqui.

E como base de comparação vou citar a Nikon D750 que é uma das câmeras que tenho e gosto muito.

Nikon D750 VS X-Pro2

FOCO, O GRANDE DILEMA

Esse talvez seja o ponto crucial das mirrorless. E aqui há grandes vantagens e grandes desvantagens com a X-Pro2. Vou descrever cada uma delas baseado na minha experiência como fotógrafo de casamento e família.

O foco da X-Pro2 talvez seja o maior desafio para quem vem de uma DSLR. Isso porque o sistema de foco é muito diferente entre uma X-Pro2 e uma D750, por exemplo. Se você experimentou uma X-Pro2 ou XT-2 e não se adaptou ao foco, fique tranquilo porque isso é normal. Essa adaptação leva um certo tempo. Eu demorei uma semana de uso intenso e depois dois meses para me adaptar 100%. É um reaprendizado no que se trata de como se foca com ela, mas no final vale a pena e você verá que o foco é mais preciso e em sua maioria melhor que o de uma DSLR.

O bacana é que a Fuji vem trabalhando e desenvolvendo o sistema de foco com grandes avanços, lançando sempre novos firmwares que trazem melhorias para as câmeras e lentes existentes.

A XT2 e a X-Pro2 são hoje as top de linha da Fuji e suas diferenças estão basicamente no tipo de experiência e uso que cada um quer ter. Se você gosta do estilo DSLR, a XT-2 provavelmente será uma escolha mais certa. Eu sempre quis ter uma rangefinder e encontrei na X-Pro2 uma possibilidade de estar perto desse sistema.

O que venho experimentando é uma diferença de foco de acordo com a lente que estou usando. Elas se comportam diferente nas mais diversas situações.

Foco Manual

Se em uma DSLR o foco manual era como focar no escuro, sem saber se realmente estava o focado, a mirrorless X-Pro2 deixa qualquer foco manual ser feito com precisão, mesmo em aberturas grandes como f/1.2. Isso porque você pode usar o recurso Focus Peaking, que permite saber exatamente onde está o foco. Se você não sabe como funciona esse recurso, veja esse video da própria Fuji:

Tenho usado algumas vezes o foco manual e é surpreendente como ele funciona bem.

O modo manual com focus peaking não vai deixar você na mão. Ele é preciso e fácil de acertar.

Foco Automático

Aqui é onde mora o dilema. Eu fiz vários testes em situações diversas e vou compartilhar como a X-Pro2 e a D750, famosa por seu foco rápido e preciso, se comportaram em cada uma delas.

X-Pro2 VS D750

A X-Pro2 tem bem mais pontos de foco do que a D750. Enquanto a D750 tem seus 51 pontos de foco, a X-Pro2 tem 77 com detecção de fase expandida, o que ajuda a busca no foco contínuo e automático, além da possibilidade de habilitar 273 pontos de foco. O reconhecimento de face funciona muito bem e com o foco contínuo é possível fotografar pessoas em movimento sem medo de ser feliz.

Na parte frontal do corpo da X-Pro2 há um botão onde se altera entre foco Manual, Contínuo e Simples. Na opção de foco Manual eu uso com o focus peaking ativado na cor vermelha (você pode escolher qual a cor de destaque do foco) ou posso usar o botão de foco traseiro (AE-L) como já usava há muito tempo nas DSLR, com o ponto de foco central.

Quando quero usar detecção de face eu alterno rapidamente para o foco contínuo ou foco simples. Nesse caso o botão de foco é o mesmo do disparador. Isso tem me ajudado muito quando quero fotografar em ângulos e locais de difícil acesso e consigo usar apenas uma mão para fazer o foco e clicar, como nas duas fotos abaixo, onde fotografei sem olhar para o visor:

fotografia documental de familia com a fujifilm x-pro2

X-Pro2 ISO 3200 18mm f/4.0 1/200

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X-Pro2 ISO 500 18mm f/4.0 1/200

Vantagens da D750

A grande questão onde a D750 sai na frente e posso dizer que é muito superior à X-Pro2 é quando se pensa na agilidade e precisão de foco pontual. Enquanto na D750 se pode trabalhar com apenas um ponto central de foco, basta apontar, focar e disparar que não há como errar, mesmo em condições baixas de luz. Se tiver um pouco de luz e mesmo com pouco contraste o foco é certeiro.

Já a X-Pro2, quando usado o ponto central a velocidade e precisão do foco vai variar de acordo com o tamanho da área de foco selecionada. Veja a imagem abaixo.

foco-xpro2

Como a busca pelo foco é por contraste, quando se tem uma área de foco pequena como a terceira opção, o contraste é menor e consequentemente o foco fica mais lento. Quando se coloca o quadrado de foco maior, o foco fica mais ágil porque o contraste na área coberta é maior. Porém perde-se na precisão de focar em áreas menores ou mais estreitas onde somente o foco menor consegue chegar.

O ponto menor é o que eu mais gostaria de usar por conta de precisão e do meu hábito com a DSLR, mas é o que apresenta justamente o foco mais lento. Por conta disso é preciso mudar para o quadrado menor quando se quer um foco em algum lugar mais preciso e ficar nessa mudança constante entre ponto menor e maior, priorizando o maior por conta do foco ser mais rápido.

Na D750 não há porque ter essa preocupação porque o ponto menor funciona perfeitamente bem e rápido.

Detecção de face

Esse é um dos pontos altos do foco automático da X-Pro2. Com esse recurso o foco automático funciona ainda mais rápido. E quando preciso fotografar sem olhar no visor, o sistema de detecção de face faz todo o trabalho por mim.

Isso possibilita que eu fotografe muitas vezes em ângulos mais baixos ou altos onde eu não conseguiria enxergar, direciono a câmera para onde eu quero (com bastante treino é possível fazer enquadramentos perfeitos sem olhar pelo visor!), foco pressionando levemente o botão de disparo (aqui é onde a detecção de face faz o trabalho com maestria, detectando os rostos das pessoas e fazendo o foco onde eu provavelmente gostaria) e pronto, faço a foto terminando de pressionar todo o botão.

Onde a X-Pro2 faz bonito com o foco

O kit Nikon D750 + 35mm 2.0D humilha o kit Canon 5D MKIII + 35mm 1.4L quando se quer focar em situações de baixa luz. O kit Nikon é mais rápido e preciso. A Canon 5D MKIII +35mm 1.4L apresenta uma dificuldade muito grande para encontrar o foco nessa situação. Eu mostro como a D750 se sai muito melhor nesse review da D750.

A grande surpresa é que a Fujifilm X-Pro2 + 18mm é absurdamente superior à D750 + 35mm 2.0D nessa mesma situação. Para situações onde a luz é precária, a Fujifilm conseguiu fazer uma câmera que desbanca a incrível D750 da Nikon.

Eu comecei a fazer alguns testes em casa usando pouca luz no ambiente. Já eram 23h e a primeira coisa que fiz foi apagar todas as luzes e deixar apenas um abajur ligado na sala. Depois fui me distanciando desse abajur até chegar no quarto da minha filha. Abri as portas do corredor que ligam a sala ao quarto dela e a luz que vinha do abajur da sala era bem fraca. A luz do banheiro do quarto dela estava ligada, mas a porta entreaberta.

Fiz o primeiro teste com a D750 + 35mm 2.0D e ela focou. Fiz o teste com a X-Pro2 + 18mm e focou também. Foi então que apaguei a luz do banheiro e deixei apenas o abajur da sala ligado. A D750 não conseguiu mais encontrar o foco. Testei com a X-Pro2 e pimba, foco automático cravado onde eu queria.

Foi então que eu decidi dificultar um pouco mais a vida da X-Pro2. Eu apaguei o abajur, a única fonte de luz ligada na casa e o pouco de luz que entrava vinha agora da iluminação da própria cidade. Eu moro no 25º andar então a luz que entrava não era dos postes de luz da rua, era da cidade mesmo. E pra minha surpresa, a X-Pro2 continuava focando. Eu mal conseguia enxergar e ela fazia o foco direitinho e cravado. Foi nesse momento que essa câmera me conquistou de verdade.

A foto abaixo está com a exposição para as altas luzes do lado de fora.

Fujifilm X-Pro2 ISO 12800 18mm f/2.0 1/45

Fujifilm X-Pro2 ISO 12800 18mm f/2.0 1/45

A foto abaixo mostra a realidade do ambiente quando fotografei. Quase não se consegue enxergar a minha filha, mas a X-Pro2 no visor eletrônico não só enxergou como focou com precisão.

Fujifilm X-Pro2 ISO 12800 18mm f/2.0 1/6

Fujifilm X-Pro2 ISO 12800 18mm f/2.0 1/6

E abaixo uma correção com +1,60 pontos de exposição no Adobe Lightroom da mesma foto acima.

Fujifilm X-Pro2 ISO 12800 18mm f/2.0 1/6

Fujifilm X-Pro2 ISO 12800 18mm f/2.0 1/6

Essa foto só foi possível por conta da habilidade da X-Pro2 focar no escuro. Acho que esse teste tira o mito de que as mirrorless não focam em situações de baixa luz. Não sei quanto aos outros modelos, mas a X-Pro2 deixou pra trás nada mais nada menos que a Canon 5D MKIII e a nova queridinha dos fotógrafos de casamento, a Nikon D750.

VELOCIDADE

A velocidade de disparo da X-Pro2 é extremamente rápida fazendo até 8fps. Como é uma câmera sem espelho eles conseguiram fazer uma câmera com disparos mais rápidos que a DSLR da Nikon. Porém o botão de disparo em modo burst não tem uma boa sensibilidade. Não dá para pressionar o botão e sair uma única foto. São pelo menos três disparos num único e leve pressionar. Isso faz com que eu tenha que usar o modo simples na maior parte do tempo e mudar para o modo burst em necessidades específicas.

Quando preciso de um disparo rápido onde disparo várias vezes seguidas e estou no modo de disparo simples, o resultado é um pouco mais lento comparado ao que se tem com uma DSLR. Me preocupar com essa mudança entre disparo simples e disparo contínuo no modo burst me incomoda um pouco porque é algo a mais que tenho que pensar.

ISO

O ISO é sempre uma das coisas que me perguntam sobre equipamentos, então vai aqui minha análise.

Comparando com a Nikon D750, as diferenças são mínimas. É o tipo de situação que precisamos dar zoom 100% para analisar as diferenças entre uma foto e outra. Ainda assim a D750 apresenta ligeiramente um ISO superior.

Tenho usado ISO entre 200 e 12800 tranquilamente com a X-Pro2, que não tem ISO 100 no modo RAW. Ela apenas tem ISO 100 fotografando em modo JPEG, o que pra mim é como se não tivesse, já que só fotografo em RAW.

No teste que fiz abaixo usei a D750 + 35mm e a X-Pro2 + 18mm. O White Balance foi ajustado no Adobe Lightroom para automático. Os RAW da Nikon com o WB fotografado em automático são bem amarelados e a Fuji apresentou cores mais fiéis. Pra quem fotografa em JPEG isso é uma grande vantagem. Pra mim tanto faz porque uso RAW e corrijo com um clique no LR.

As fotos abaixo não tiveram nenhum tratamento a não ser a correção automática de ruído do Adobe Lightroom (Color 25, Detail 50 e Smoothness 50) e o White Balance configurado para Automático.

D750 ISO 12800 35mm f/2.0 1/125

D750 ISO 12800 35mm f/2.0 1/125

DP2F2357

X-Pro2 ISO 12800 18mm f/2.0 1/125

D750 ISO 1000 35mm f/2.0 1/125

D750 ISO 1000 35mm f/2.0 1/125

X-Pro2 ISO 1000 18mm f/2.0 1/125

X-Pro2 ISO 1000 18mm f/2.0 1/125

Abaixo as mesmas duas fotos que você acabou de ver com aumento de 5 pontos de exposição. Dá pra ver como as duas se comportam bem na recuperação de áreas escuras.

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D750 ISO 1000 35mm f/2.0 1/125 (aumento de 5 pontos de exposição no Adobe Lightroom)

D750 ISO 1000 35mm f/2.0 1/125 (aumento de 5 pontos de exposição no Adobe Lightroom)

X-Pro2 ISO 1000 18mm f/2.0 1/125 (aumento de 5 pontos de exposição no Adobe Lightroom)

Por uma questão de corpos fullframe (D750) e cropado (X-Pro2) e também das lentes 35mm e 18mm (27mm equivalente em fullframe), a profundidade de campo entre as fotos mudou. A X-Pro2 apresenta um DOF menor.

O conjunto da Fujifilm nessas duas situações apresentou uma nitidez maior.

BATERIA

Existe um alto consumo de bateria e esse é um problema das câmeras mirrorless. Elas acabam consumindo muita energia por conta do fornecimento contínuo de imagem para o visor eletrônico (EVF). É normal eu trocar a bateria antes de encher um cartão de 32Gb. Hoje tenho 8 baterias para a X-Pro2 enquanto para a D750 duas eram suficientes.

A vantagem da X-Pro2 perante as outras mirrorless é que ela possui um visor ótico, o que diminui consideravelmente o consumo. É o mesmo problema que os videomakers têm usando as DSLR com a tela LCD ligada o tempo todo.

E não existe milagre. A bateria NP-W126 é menor e mais leve que a bateria de uma DSLR. Obviamente terá uma durabilidade menor. Não dá, pelo menos por enquanto, para se ter os dois, menor peso e alta durabilidade juntos. Ganha-se de um lado, perde-se do outro. O que tenho que fazer é ficar com uma bateria no bolso enquanto fotografo.

Veja no próximo review onde falo sobre a duração das baterias num casamento.

ERGONOMIA

A ergonomia da XPro-2 é boa mas exige o uso das duas mãos em algumas situações. Como o corpo é pequeno, o peso dele exige o uso de ambas as mãos, seja para acertar os controles da câmera, seja para dar uma melhor estabilidade caso você use o botão de foco na parte de trás da câmera.

Se você usa o botão de foco no mesmo botão do disparo, com uma mão é possível segurar e fotografar normalmente. Eu uso das duas formas, botão de foco atrás e algumas vezes foco no botão de disparo. Com a D750 eu consigo usar o foco no botão de trás e fotografar e focar com apenas uma das mãos. Isso porque o corpo é maior e mais ergonômico. Obviamente ela é mais pesada e uma hora a mão pede arrego.

No mais, depois de alguns dias de uso, me acostumei com a ergonomia da X-Pro2.

TAMANHO

Ela lembra muito uma Leica rangefinder. Tem um corpo leve e discreto que é uma das características que mais me agrada para a fotografia documental.

Além disso, a Fuji foi incrível ao adotar a impressão da marca e do modelo em cima e não na frente do corpo da câmera. Antes eu usava fita adesiva preta para esconder a marca nas minhas Canon e Nikon, que exibem seus logos na frente. Mais discrição para um trabalho documental.

fuji x-pro2

CORPO

O corpo da X-Pro2 é robusto e feito de liga de magnésio sólido, com vedação para resistir a pequenas situações climáticas. Nem todas as lentes são seladas. Procure sempre pela sigla WR (Weather Resistant).

ARQUIVOS RAW E JPEG

O arquivo RAW da X-Pro2 é bem pesado. Chega a ter mais de 50Mb cada. Felizmente existe uma versão do RAW com compressão que reduz para a metade. Na Nikon D750 existe também a possibilidade de fotografar com 14 bits e 12 bits (com compressão), o que diminui consideravelmente o tamanho do arquivo.

O arquivo JPEG da Fuji é o melhor que já vi até hoje. Além do Auto White Balance da Fuji ser na minha opinião melhor que o avermelhado da Canon e amarelado da Nikon, a nitidez e tons de peles produzidos pela Fuji são imbatíveis.

Como eu só fotografo em RAW, isso não fez tanta diferença pra mim a não ser quando processo o RAW na própria câmera para exportar para o meu celular.

PROCESSAMENTO DO RAW

A leitura dos arquivos RAW .RAF da Fuji no Lightroom é uma carroça. Parece até que eu fiz um downgrade de computador. No Mac ainda não existe pré-visualização de arquivos RAW pelo Finder. Tenho sempre que abrir um programa para saber qual foto estou olhando.

A Adobe tem trabalhado junto com os engenheiros da Fujifilm para melhorar o desempenho. Já houve uma atualização, mas nada que tivesse um avanço notável. Tenho preferido não converter meus arquivos RAF para DNG exatamente por conta que essa leitura de RAW da Fuji estar ainda em desenvolvimento.

Já o processamento e visualização das fotos no LCD da X-Pro2 é extremamente rápido. Isso é algo que me incomodou muito na Nikon D750, que apresenta um processamento de preview das fotos extremamente lento.

PRESETS DE FILME

A Fujifilm X-Pro2 já vem com vários presets com simulação de filmes, como o novo ACROS para preto e branco e o famoso Astia para cor. Um dos meus presets que criei e uso no Lightroom é bem parecido com o ACROS da Fuji. Com alguns ajustes a mais no painel de revelação do Lightroom eu consegui chegar em um PB que define bem minha identidade.

O bacana é que consigo ter praticamente o mesmo PB que uso no Lightroom quando processo o JPEG direto da câmera para exportar para o meu celular e fazer um post na mesma hora em meu Facebook ou Instagram. É possível ainda incluir filtros vermelho, amarelo e verde além da possibilidade de incluir grão para simular o efeito do filme no arquivo digital.

APP E WIFI

O Wifi na câmera funciona bem e não há do que reclamar. Fotografando em RAW você consegue fazer o pós-processamento com a simulação de filme que quiser, pré-visualizar e exportar. Diferente da D750 que exporta o RAW direto pro celular, na X-Pro2 é preciso converter o RAW antes.

O aplicativo ainda permite que você controle a câmera e visualize a foto que vai ser tirada no próprio smartphone. Agora não precisa mais colocar a câmera num tripé e sair correndo para fotografar enquanto o timer corre. Do celular você visualiza tudo e clica no momento que quiser. O único inconveniente é que o arquivo gerado é um JPEG.

Data e hora

A D750 tem um app que quando se conecta com a câmera atualiza automaticamente a data e hora de acordo com o horário de brasília. A Fujifilm bem que poderia criar uma atualização de data e hora para a X-Pro2. A atualização de hora não é nada prático porque não se pode visualizar os segundos do relógio.

VISOR ÓTICO E ELETRÔNICO

A X-Pro2 é uma câmera no estilo rangefinder. Possui um visor no lado esquerdo que possibilita que você olhe com o olho direito no visor e com o esquerdo mantenha contato visual com o fotografado. Na fotografia documental eu acho importante essa proximidade com as pessoas e não ficar escondido atrás de uma câmera. O contato visual influencia muito. Eu sempre fotografei com o olho esquerdo então ainda estou num processo de adaptação com o olho direito.

O OVF (Visor Ótico) funciona muito bem e a grande vantagem está em mostrar além do quadro onde a imagem será capturada. Isso é bem interessante porque é possível ver o que está acontecendo fora do quadro e se preparar para fotografar no momento exato em que o assunto estiver enquadrado no visor.

O EVF (Visor Eletrônico) é viciante e já estou mal acostumado com ele. Mesmo consumindo mais bateria, eu tenho usado ele na maioria das vezes. É mais fácil porque eu já vejo o resultado final da foto no visor e quase não olho mais pro fotômetro. Isso ajuda a compensar a exposição na hora certa, antes do clique.

Ainda é possível usar o visor híbrido. É o visor ótico aliado a um pequeno visor eletrônico no canto inferior direito. As duas tecnologias das mirrorless mais o estilo rangefinder em uma só experiência.

Em situações de baixa luz eu consigo enxergar bem no escuro usando o Focus Peaking, um recurso onde mostra no visor eletrônico onde está o foco. Isso funciona bem para luzes contínuas e estáveis no ambiente, como a luz de um poste ou abajur. Se você estiver numa pista da dança onde as luzes do DJ não são constantes, o visor ótico será mais vantajoso.

FIRMWARE

A Fujifilm está em constante aprimoramento com suas atualizações de firmware. Aliás, essa é uma das grandes vantagens da marca. Tanto os corpos quanto as lentes recebem atualizações constantes que fazem os equipamentos evoluirem sem a necessidade de troca de hardware.

Enquanto outras marcas aparentemente estão mais preocupadas em lançar um novo modelo, a Fujifilm é uma empresa que tem se preocupado em tirar o máximo proveito do hardware. Além disso a Fuji ouve muito seus usuários e muitas das atualizações que já foram implementadas foram solicitações dos próprios fotógrafos.

CONTROLES

Os botões e controles de velocidade e ISO seguem a linha retrô da linda X-Pro2. Como eu uso na maioria das vezes no modo de prioridade de abertura, não tenho tanto o que me preocupar. Há ainda a possibilidade de configurar e trocar as funções dos botões no menu.

fujifilm-x-pro2-top

SOM DO DISPARADOR

A X-Pro2 tem um disparo silencioso (Eletronic Shutter) que é tão silencioso que você vai ficar em dúvida se você realmente fotografou. Não existe absolutamente nenhum barulho e isso me fascinou por conta do meu trabalho com famílias e bebês, que se assustavam com o disparo nada silencioso da D750.

O barulho do disparo mecânico também me encantou. É uma delícia ouvir o som do disparo a cada foto que tiro.

VIDEO

A X-Pro2 não é uma câmera feita para filmagem. É uma câmera fotográfica que tem recursos de filmagem. Por isso acho bem interessante já o fato dela ter video full hd. Se você pretende fazer vídeos também, procure pela Fujifilm X-T2.

AS LENTES

18mm f/2.0

Equivalente a 27mm em uma câmera fullframe.

Nitidez muito boa no centro e com distorções nas bordas normais de uma grande angular. Na minha opinião é a lente de foco mais rápido da Fuji comparando com a 16mm, 23mm, 35mm 1.4 e 2.0 e 56mm. Só peca em não ser uma lente selada. É uma das primeiras lentes da Fuji e não havia ainda esse recurso na época do lançamento. Uma lente bem barata pelo que oferece. É uma das lentes preferidas para fotografia de rua.

23mm f/1.4

Equivalente a 35mm em uma câmera fullframe.

Excelente nitidez e baixa precisão na busca de foco em ambiente com pouca luz. Além do foco ser um pouco lento a lente é grande e pesada para o corpo da X-Pro2. Não gostei e aguardo o lançamento da 23mm f/2.0, menor e provavelmente mais leve e rápida, além de ser selada.

35mm f/2.0

Equivalente a 50mm em uma câmera fullframe.

Lente nítida e rápida. Além do tamanho pequeno, é a lente mais silenciosa que já usei da Fuji até o momento. Ótima para retratos.

56mm f/1.2

Equivalente a 85mm em uma câmera fullframe.

Nitidez incrível e que não deve para nenhuma outra lente prime de outras grandes marcas. Já o foco é bem mais lento que as outras. Em ensaios e retratos é uma lente indispensável.

FLASH

A Fujifilm está lançando agora no segundo semestre de 2016 um novo flash que promete resolver de uma vez por todas a carência que havia até então.

Os flashes da Canon funcionam muito bem nas câmeras da Fujifilm. Como eu uso Nikon e Fuji, tentei usar o flash da Nikon usando os rádios YN-622N e YN-622-TX. Porém esse kit para Nikon falhava muito.

Hoje tenho usado o rádio YN-560-TX e os flashes YN-560IV, tudo em modo manual. Como eu nunca uso TTL, não faz diferença pra mim ter ou não ter. Esse conjunto funciona perfeitamente e não falha.

Abaixo duas fotos feitas na parte prática do meu workshop de Fotografia de Casamento Documental que aconteceu em Florianópolis.

Fujifilm X-Pro2 ISO 10000 18mm f/5.0 1/200 (sem flash)

Fujifilm X-Pro2 ISO 10000 18mm f/5.0 1/200 (sem flash)

Fujifilm X-Pro2 ISO 3200 18mm f/7.1 1/125 (com flash)

Fujifilm X-Pro2 ISO 3200 18mm f/7.1 1/125 (com flash YN-560IV na potência 1/128)

Se você chegou até aqui e leu tudo você tem o meu muito obrigado. Escrever um review com esse nível de detalhe me tomou dias de pesquisa e trabalho.

Compartilhe com seus amigos e deixe seu comentário abaixo. Vamos conversar. Quero saber a sua opinião!

Parte 2

Não deixe de ler a parte 2 desse review onde compartilho o que gostei, o que não gostei e minha experiência fotografando casamentos com a Fujifilm X-Pro2.

Clique aqui para ir para a segunda parte desse review.

By |2017-01-24T17:31:15+00:00julho 12th, 2016|Categories: Review|15 Comments

About the Author:

Renato dPaula, formado em Publicidade e Propaganda, marido e pai, é um premiado fotógrafo de casamentos que coleciona mais de 100 prêmios nacionais e internacionais pelas principais associações de fotografia do mundo. Já foi listado entre os TOP 10 do mundo pela respeitada associação internacional ISPWP e apareceu por mais três vezes na lista dos TOP 20. Conquistou por duas vezes em 2013 e 2014 o prêmio Wedding Best nas categorias Making of e Fine Art e recebeu o troféu Lente de Ouro em 2014 pelos mais premiados do ano. Já foi palestrante dos maiores e mais respeitados eventos de fotografia do Brasil. É o idealizador do projeto Fotógrafo de Sucesso e hoje divide seu trabalho de fotografia entre workshops e mentorias para fotógrafos de todo o Brasil.  Seu trabalho é marcado pelo registro documental que retrata a história das famílias que fotografa. Casamentos, partos e a fotografia documental de família são três trabalhos que definem sua identidade como profissional. Em suas imagens ganham destaque o ruído, a textura e o contraste. Relevância é a palavra que define o que fotografa, segundo ele mesmo.

15 Comments

  1. Orlando Azevedo 12 de julho de 2016 at 21:56 - Reply

    Muito grato por sua aula e precisão.Muito esclarecedora.Fotografo com Mark II mas quero reduzir equipamento e peso sem perder qualidade.Aliás quero mais e mais qualidade.Todos queremos.
    Parabéns e muito obrigado.

  2. Thales Trigo 13 de julho de 2016 at 11:16 - Reply

    Oi Renato.
    Gostei muito da sua análise.
    Nada de exagero, tudo muito bem determinado.
    Parabéns.
    Abraço

    • Renato dPaula 13 de julho de 2016 at 16:11 - Reply

      Oi Thales!
      Ter seu feedback é muito gratificante.
      Obrigado pelo carinho de passar aqui e comentar.
      Forte abraço

  3. […] parte do review sobre minha experiência com a Fujifilm X-Pro2. Se você não leu a primeira, clique aqui para acessar o review. Ele é bem mais técnico do que esse onde compartilho mais sobre a minha experiência […]

  4. Douglas Drumond 26 de agosto de 2016 at 20:46 - Reply

    Uma outra coisa legal nas Fuji (pelo menos X-T1 e X-Pro2) é a invariância de ISO. Não é perfeita, nos testes que fiz, segurou até 3,7 stops de luz (com 4 dava p/ perceber um pouco mais de ruído). O que isso significa? Considere essas duas situações:
    A) fotografei em ISO 800 com exposição correta
    B) fotometrei em ISO 800, mas fotografei em ISO 200 (ou seja, saiu escura p/ caramba) e subi exposição em 2 stops na pós-produção
    Nas câmeras da Nikon, a situação B produz mais ruído que a situação A. Nas câmeras da Fuji não.

  5. Kleber Capellari 19 de setembro de 2016 at 23:52 - Reply

    Olá Renato,

    Estou querendo migrar para mirrorless, muito obrigado por dedicar seu tempo e escrever esse post, ele foi mtu esclarecedor ainda mais comparando com outras câmeras mais conhecidas… estou só na dúvida de pegar a xpro2 ou x-t2!

    Obrigado

    • Renato dPaula 31 de outubro de 2016 at 14:39 - Reply

      Oi Kleber!
      As diferenças são mais de estilo e na questão do corpo: a XT2 tem LCD articulado e a X-Pro2 tem visor ótico. Basicamente essas são as principais diferenças do que uma tem e a outra não.

  6. Lucas 5 de outubro de 2016 at 11:48 - Reply

    Oi Renato, tudo bem?

    Uma dúvida sobre o seu teste “no breu” com a luz da janela. Você estava usando o foco no ponto central?

    Excelente review!

    Abs

    • Renato dPaula 31 de outubro de 2016 at 14:35 - Reply

      Oi Lucas, eu usei o AF no modo Zone no menor quadrado possível.
      Grande abraço!

  7. Thales Souto 26 de outubro de 2016 at 11:59 - Reply

    Muito bacana. Acabei de fazer a migração e realmente o AF é o que mais me preocupa pra me adaptar. Queria saber se já tentou usar outro software além do LR para tratar os arquivos RAF.

    Depois que você escreveu sobre DNG, irei fazer o teste de converter arquivos e outros não para avaliar a performance do cores, nitidez e texturas. Também vim de Nikon FX (D700 e D800) e as lentes 35 1.8 G e 85 1.8 G.

    • Renato dPaula 31 de outubro de 2016 at 14:08 - Reply

      Oi Thales!
      O AF é uma questão de tempo. Estou 100% adaptado e achei que seria difícil. E nunca usei outro software para tratamento dos RAF. O Lightroom é o único que eu tenho usado no momento.

  8. Isabela Borghese 31 de março de 2017 at 17:13 - Reply

    Olá Renato, estive no Congresso Fotografar e uma das coisas que mais me encantou foi o uso das mirrorless em especial da Fuji. Meu equipamento está obsoleto e estou fazendo pesquisas para saber se vou pra uma Mark III ou IV ou pra uma X-pro2 ou XT2. No entanto, tenho uma dúvida, a Fuji aceita lentes de outras marcas ou somentes lentes Fuji? Há algum adaptador? Obrigada pelo seu post, foi bastante esclarecedor pra mim!

    • Renato dPaula 8 de abril de 2017 at 09:47 - Reply

      Oi Isabela! Aceita outras lentes sim, com adaptador. Só que você na maior parte dos casos o foco automático não vai funcionar. As lentes para Fuji são excelentes e com custo baixo perto da concorrência. Recomendo as lentes da própria marca.

  9. betaferrao 29 de maio de 2017 at 19:25 - Reply

    Em qual loja encontro a Fujifilm X-Pro2?

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